Proposta Pedagógica

O conhecimento não é fragmentado, mas interdependente, interligado e intersensorial.

Aprendemos a todo momento conectando, relacionando, acessando o objeto do conhecimento sobre todos os pontos de vista, mas é na escola que as situações de aprendizagem ganham caráter intencional, planejado e sistematizado.

Como espaço privilegiado das aprendizagens, a escola preocupada com as competências para o século 21 deve possibilitar a vivência, a experimentação e a interação. Essas capacidades transcendem as expectativas de aprendizado relacionadas a conteúdos acadêmicos e estão presentes nas rotinas de todas as disciplinas escolares. Assim, o conhecimento acadêmico deve estar acompanhado do desenvolvimento das competências socioemocionais que possibilitem a tal articulação.

Apoiados nas teses de Lev Vygotsky e Henri Wallon, acreditamos que existe uma íntima relação entre o ambiente cultural/social e os processos afetivos e cognitivos. Segundo Wallon o desenvolvimento do indivíduo é entendido de forma integrada. As suas dimensões (movimento, afetividade e cognição) se desenvolvem numa relação recíproca e interdependente.

Os estudos de Vygotsky sobre aprendizagem decorrem da compreensão do homem como um ser que se forma na interação com o outro. Wallon ainda coloca que o grupo é o espaço de aprendizagem no qual a pessoa pode perceber-se, ou seja, tomar consciência do Eu na confrontação com o Outro.

Entendemos assim que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre os educadores e estudantes.

Um dos grandes desafios para o educador atual é ajudar a tornar a aprendizagem significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial.

Entendemos por aprendizagem significativa o processo pelo qual um novo conhecimento se relaciona de maneira não arbitrária e substantiva (não literal) à estrutura cognitiva do nosso aluno. O conhecimento prévio serve de ponto de partida para a organização, compreensão e apropriação de novos conhecimentos.

David Ausubel defende que novos conceitos, ideias e proposições são tão mais facilmente aprendidos quanto maiores forem os pontos de ancoragens estabelecidos pelos educadores aos conhecimentos preexistentes.

Nosso compromisso com cada criança e jovem ao final de cada etapa será o produto do desenvolvimento de seus processos físicos e mentais, cognitivos e afetivos, internos e externos. Ao se criar um conjunto de hábitos, habilidades, competências e conhecimentos significativos, a escola assume papel considerável na constituição das singularidades de seus alunos, pois serão as interações entre os sujeitos, num determinado contexto histórico-cultural, que os farão assumir novos conhecimentos, comportamentos, posturas e procedimentos. É o meio interferindo e sendo interferido pelos indivíduos que o compõem.

Desta forma acreditamos que processos cognitivos e afetivos estão intrinsicamente associados e exercem influências recíprocas ao longo do desenvolvimento do ser humano.

O trabalho dos educadores não se refere apenas a levar educação formal a esses alunos, nem tampouco vêm a educação como transferência de informação ou o conhecimento como aquisição de informação, mas como a possibilidade de construir, com cada indivíduo, caminhos de aprendizagem que sejam ao mesmo tempo caminhos de transformação desse sujeito do conhecimento.

A escola é o lugar privilegiado de aprendizagens, no qual o professor assume, como um importante agente-mediador no processo de ensino e aprendizagem, papel de favorecedor da relação e interação entre os alunos e na ressignificação dos conhecimentos.  

Aprendemos de forma singular, dentro dos limites e talentos individuais, em ritmos diferentes, e com conhecimentos prévios, habilidades e interesses de cada um.

A escola deve, portanto, entender e respeitar as singularidades e buscar estratégias pedagógicas voltadas a entender e promover o desenvolvimento dos estudantes de maneira individualizada.

O contexto atual de disseminação da Internet e de novas tecnologias traz uma nova dinâmica para a sociedade, impactando a forma como acessamos informação, interagimos uns com os outros, produzimos conhecimento e aprendemos

A tecnologia pode ser uma estratégia para a personalização do ensino

Novamente o professor atuará como mediador para transformar a quantidade de informações acessadas pelos meios eletrônicos em conhecimentos socialmente organizados, levando os alunos a refletir sobre as oportunidades de aprendizagem. Assim, as tecnologias geram possibilidades de interações mais qualitativas para as aprendizagens escolares.

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